
" Escuta Deus,
Jamais falei contigo.
Hoje quero saudar-te-: Bom dia! Como vais?
Sabes? Disseram que tu não existe e eu, tolo, acreditei que era verdade.
Nunca havia reparado tua obra.
Ontem à noite da trincheira rasgada por granadas, vi teu céu estrelado e compreendi então que me enganaram.
Não sei se apertarás minha mão .Vou te explicar e hás de compreender.
É engraçado: neste inferno hediondo achei a luz para enxergar teu rosto.
Dito isto já não tenho muita coisa a te contar.
Só que... que... tenho muito prazer em conhecer-te.
Fazemos um ataque à meia noite.
Não tenho medo.
Deus, sei que tu velas...
Ah! É o clarim! Bom Deus, devo ir-me embora.
Gostei de ti, vou ter saudade.
Quero dizer, será cruenta a luta, bem o sabes, e esta noite pode ser que eu vá bate a tua porta!
Muito amigos não fomos é verdade.
Mas sim... estou chorando! Vê Deus, penso que já não sou tão mau.
Bom Deus, tenho que ir. Sorte é coisa bem rara.
Juro porém que já não receio a morte... "
http://forum.hardmob.com.br/archive/index.php/t-103780.html
deixei um convite para você lá no meu blog,
ResponderExcluirse aceitar será muito bom!
grande abraço!
Simplesmente lindo...
ResponderExcluirMuito tocante as palavras, nos proporciona a visualização da cena, do soldado em meio a dura realidade de uma guerra.
Gostei muito do blog, serei leitora assídua a partir de já!
Penso que mesmo em pensamento muitos soldados terão este pensamento, muito tocante
ResponderExcluirBj
A triste realidade de quem a confronta - a guerra - Um Deus adormecido que agora opera no coração já massacrado mas, estabelecendo o elo da divindade.
ResponderExcluirEduardo, gostei dos blogs, voltarei sempre.
ResponderExcluirobrigada pela visita
abraços
" Sorte é coisa bem rara"...Linda carta !
ResponderExcluirAbração e bom final de semana.