
LUÍS MIGUEL NAVA
Um dia, ao acordar, deu por ter deixado todos os seus ossos num dos sonhos, do qual, como dum espelho, a carne e a roupa juntas irrompiam. Nunca mais desde então os pôde espetar na realidade, coisa que antes tanto se orgulhava de fazer. Talvez num cão fosse possível encontrar a necessária obstinação para os trazer de novo à superfície. Contudo, a tal profundidade os ossos estariam que, por muito que o animal escavasse, sob as suas patas, haveriam de romper as águas de mil rios, pedras, folhas, a enxurrada do universo e, embravecido, o próprio mar, mais tudo aquilo ainda de que habitualmente os sonhos se compõem, antes que deles se deixasse adivinhar o mais breve vestígio.
MUY BONITO COMENTARIO DE LOS OSOS PRECIOSO TEXTO.
ResponderExcluirTE SALUDO DESDE eSPAÑA UN ABRAZO
Marina
Os ossos que se espetam no sonho e se escondem nas profundezas da terra equivalem na realidade à "culpa" que se auto inflige, ao segredo que dela fazemos e/ou à falta de alguém que partiu. (Consultei o livro dos sonhos)
ResponderExcluirUm beijinho.
Venía para saludarte de nuevo y por si habias cambiado el post .
ResponderExcluirBueno te dejo mi saludo desde Tarragona (España)y hasta otro ratito.
Abrazos
Marina
Olá Eduardo! Saúde.
ResponderExcluirObrigado pela tua presença.
Com mais tempo andarei, logo que possa, a passear aqui pelas tuas histórias e memórias.
Até lá, estende lá a mão e aperta cá os ossos!
Porque a amizade está em todo e qualquer lugar, e daí, dos ossos da amizade, mesmo on line, a história que se viveu e se escreveu... conta-se e recorda-se progressivamente.
Abraço.