
Na velha cadeira preguiçosa de fios
Azuis cor do céu
Um raro descanso.
véu da noite começa a cobrir
E na penumbra do cansaço
A viagem inicia.
Num país de ilusões tão profundas
E de pratos tão rasos,
De dimensão continental
E nem um taco de terra pra tantos,
De riquezas tão esnobes
E salários tão baixos.
Quando numa curva do trajeto
Surge, de repente, uma pergunta,
"Disso tudo, o que pensaria "Chê?"
Se não fosse hoje
Apenas um quadro na parede?
Antes que o viajante desperte,
que sabemos na certa
É que amanhã descobrirá
Que para os que sonham,
Nunca foi "Chê" apenas
Um quadro na parede.
Autor: Zé Pinto
Vozes Sem Terra, site hospedado pela
Escola de Línguas Modernas
Universidade de Nottingham, Grã-Bretanha
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